A história da moeda brasileira remonta ao período colonial, quando o Brasil utilizava moedas estrangeiras, principalmente o real português. A falta de um sistema monetário próprio fez com que diversas formas de pagamento fossem utilizadas, incluindo ouro em pó e produtos como cacau e algodão (Furtado, 2005).
A primeira moeda propriamente brasileira foi o “Real”, introduzido ainda no período colonial e que permaneceu em circulação até 1942. No século XIX, com a independência do Brasil, o País começou a emitir suas próprias moedas, sendo o Banco do Brasil um dos primeiros emissores de papel-moeda (Franco, 2017). A inflação e as crises econômicas levaram a diversas mudanças monetárias ao longo do século XX.
Em 1942, foi criado o Cruzeiro, substituindo o Real com uma nova estrutura monetária. Com altos índices inflacionários, o Brasil passou por sucessivas mudanças: Cruzeiro Novo (1967), Cruzado (1986), Cruzado Novo (1989), Cruzeiro novamente (1990), Cruzeiro Real (1993) e, finalmente, o Real em 1994, com o Plano Real (Giambiagi & Almeida, 2021). A nova moeda conseguiu estabilizar a economia e controlar a inflação, consolidando-se como a moeda brasileira até os dias atuais.
O Real se manteve relativamente estável ao longo das últimas décadas, embora tenha passado por desvalorizações e oscilações devido a crises econômicas e fatores externos. Atualmente, o Banco Central do Brasil é responsável pela emissão e regulação da moeda, garantindo sua estabilidade e funcionamento no mercado financeiro.
Prof. Dr. Lizandro Poletto
Professor e Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da Faculdade VP
Referências Bibliográficas
FRANCO, G. A moeda e a lei: uma história monetária brasileira. Rio de Janeiro: Zahar, 2017.
FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
GIAMBIAGI, F.; ALMEIDA, M. Economia brasileira contemporânea: 1945-2020. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.